Coisas Que Cristo Ensinou Sobre o Profissional Excelente


Antes de tudo, sim, sou cristão e creio em Deus. Mas não, não venho fazer debate sobre religião ou crença. Já escrevi antes um artigo que permeia os espectros do profissional e espiritual / pessoal: “Desenvolvendo foco e concentração com filosofias orientais“.

E também não mereço levar os créditos pelas sublimes recomendações abaixo, elas são mérito do Messias do Cristianismo que, há mais de dois mil anos, veio nos revelar esta maravilhosa filosofia de amor. Meu desdobramento aqui é apenas no encaixe dos conselhos do Cristo em uma parte do tempo que dedicamos da nossa vida.

De fato, são 6 a 10 horas diárias que dedicamos na execução de nossa profissão. Não raro, passamos mais tempo no trabalho que em casa e, apesar do posicionamento diferente, muitas coisas se aplicam nesses dois ambientes. Jesus Cristo peregrinou por aquela região da Palestina, espalhando as mensagens que nos auxiliariam a alcançar uma felicidade e a nos aproximar mais de Deus. Mais ou menos, tudo pode ser resumido em “amar a Deus acima de todas as coisas” e “amar ao próximo como a si mesmo”. E o próximo são sempre aquelas pessoas que, pouco ou muito fazem parte de nossa vida e, como grande parte dela se desenrola no trabalho, temos muitos próximos em nossos serviços.

E como isso pode ajudar no ambiente profissional ou no meu negócio próprio?

Abaixo listo algumas virtudes ensinadas por Jesus, em consonância com a evolução do tempo, em todas as suas formas:

Humildade

Jesus nos ensina a praticar a humildade quando nos recomenda que, quando formos convidados à um banquete, que sentemos na última cadeira, para que nos sintamos rejubilados se formos convidados a sentar mais à frente, e evitemos a vergonha se formos solicitados a nos mover para uma cadeira mais ao fundo.

O profissional altivo e orgulhoso se coloca acima das pessoas, considerando-se melhor que o outro. Seus colegas notarão esta atitude e se, por acaso, ele se tornar um gestor, rapidamente cairá na má vontade de seus subordinados, outrora colegas. O tom de enaltecimento nas coisas que produz acabam por ofuscar o seu brilho e desvincula seu valor com as pessoas.

Aquele que é humilde, no entanto, desperta a simpatia dos seus colegas, subordinados ou clientes, pela oferta de algo que foi feito com o esmero e cuidado, além da simplicidade. O chefe humilde é aquele que se coloca no lugar de seus liderados, compartilha de suas dificuldades, orienta e produz em conjunto, levando uma gestão respaldada na admiração e não no medo.

Caridade

Muitas pessoas podem entender a caridade como ajuda financeira, mas a atitude engloba também dispensar o seu tempo no auxílio de outrem. No âmbito pessoal, a caridade não demandaria remuneração para isso mas, nas empresas – dependendo da posição do profissional – recebe-se parte de seu salário nesta atividade de orientação.

Então, representa a genuína disponibilidade para ensinar, orientar e conduzir aqueles que sabem menos ou que são seus liderados, colocando-se não acima, mas na mesma altura que eles. A postura de prestatividade reverberá por toda a empresa, entre os colegas, liderados e clientes internos ou externos, fazendo sua imagem como de um profissional parceiro e comprometido com os objetivos da empresa.

Lembro que o universo é regido por uma força imutável de causa e efeito, tanto que, se um dia precisarmos de ajuda, poderemos escutar um “não dá”, em resposta às nossas negativas quando os outros precisaram.

Amar os Inimigos: “Se Lhe Surrarem a Face Direita, Dai-Vos a Esquerda”

O Cristo utilizava alegorias para causar impacto e obter a compreensão do povo daquela época. Logicamente, não podemos seguir ao pé da letra mas, devemos revelar o significado implícito. É que não que devemos contra atacar um chefe mau, um colega malicioso ou um cliente antipático. Essa filosofia é amplamente conhecida como inteligência emocional, mas é, ao longo do tempo, sempre muito difícil de se praticar. O instinto é sempre de defesa.

Ainda assim, se pararmos e refletirmos não há benefício no “bater de frente”. Se o chefe é mau, que procuremos medidas de auxílio em outras áreas de suporte: O departamento de recursos humanos, por exemplo. Se o colega é malicioso, mantenha-se alerta, mas não faça o mesmo que ele. Se o cliente é antipático, coloque-se em seu lugar, imaginando quais seriam suas dificuldades que o tornam assim, e trabalhe nelas.

Se retrucamos uma maledicência, seremos tão culpados quanto aquele que ofende. Mantenha a calma e a postura profissional, controle as emoções ruins. Lembre-se que as coisas sempre mudam e que as pessoas também.

Cuidado Com a Ostentação: “Que a Vossa Mão Esquerda Não Saiba o Que Dá a Direita”

Estas palavras de Jesus nos ensinam a não fazer o bem apenas quando alguém estiver olhando, ou fazê-lo, escondendo uma parte, mas deixando aparecer um canto, premeditadamente, para que as pessoas vejam e façam elogios.

Na empresa é uma recomendação difícil de se seguir porquanto temos necessidade de demonstrar nosso trabalho e habilidades para que possamos ser reconhecidos: Infelizmente, nossos chefes terrenos não são oniscientes… Mas, se o “marketing pessoal” é necessário, é preciso que seja feito com cuidado e respeito aos demais. Existe uma limiar entre “puxa saquismo” e valorização do seu trabalho.

Saiba mostrar o valor do trabalho, mas não o exalte demais. Se não realizou o trabalho sozinho, reforce a participação daqueles que colaboraram, mesmo que com pouco. Não fale do que é desnecessário, como as noites que deixou de dormir ou o tempo que perdeu se dedicando àquele projeto. Se você ajudou alguém, comunique apenas se necessário, mas não precisa sair espalhando que você ajuda todo mundo, isso acaba por tirar o mérito da ação.

Resignação

Resignar-se significa suportar as dificuldades sem reclamar. A resignação de Cristo percorreu a história de maneira que a dividiu em duas partes: antes e depois dele.

Suportar as dificuldades, como dito por Jesus, era a maneira pela qual aguardamos nossa recompensa nos Céus. Na vida terrena, no trabalho e no negócio próprio sempre surgem obstáculos e dificuldades que tornam-se o verdadeiro desafio para o profissional. Mas são sempre passageiros e, quando as coisas melhoram, mais saborosa se torna a vitória daquele que resignou-se. Também chamamos de resiliência: O bambu que entorta mas não se quebra.

Reclamar também diminui o mérito do “sofrimento”. Aquelas pessoas que reclamam constantemente do trabalho, do cliente que ligou, da falta de tempo, do cansaço etc acabam por afastar os outros, que desenvolvem uma certa antipatia e buscam preservar sua própria harmonia. Por outro lado, o profissional que lida com as dificuldades de forma bem humorada, consegue sorrir e transmitir alegria às pessoas, angaria larga admiração dos colegas, chefe ou liderados.

O Modelo de Cristo

Profissionalmente falando, o modelo de Cristo é o modelo ideal de liderança e de comportamento. A sua proposta é liderar pelo amor. Então, é manso, afável mas objetivo e conciso quando fala. Em um episódio, precisou ser rude por que era a maneira que era necessária para causar impressão, caso contrário não seria ouvido. Mas de qualquer maneira, guiava pelo seu próprio exemplo – de uma vida reta – e assim podia-se esperar para que se espelhassem nele.

O líder ideal deve orientar as pessoas pelo exemplo, fazendo-as admirarem-se pelas suas atitudes e juntarem-se pelo magnetismo que a pessoa emana.

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