Como Ser Um Profissional Inovador e Se Destacar no Mercado 2 Comentários


Muitos profissionais e empresas procuram desenvolver essa habilidade, que é tão abstrata quanto almejada.

Segundo uma pesquisa conduzida pela consultoria PwC,  64% dos presidentes das empresas consideram a inovação, uma qualidade mais importante que a eficiência operacional. O profissional que consegue conectar novas tendências do mercado

com o negócio, acessar novas tecnologias, compreender os padrões dos clientes e transformar boas idéias em resultados é mais valorizado no mercado de trabalho. E neste momento de instabilidade e mudanças velozes são os adjetivos que o levam a se destacar – e talvez a única maneira.

Muita gente culpa a falta de tempo ou dinheiro para buscar novas idéias, o que pode até ter fundamento, mas, de qualquer maneira, o espírito inovador não está incorporado nas pessoas. O instinto de conservação, natural do ser humano, comumente busca o conforto e a segurança, e o impede de arriscar e buscar novos caminhos.

Você já ouviu falar do sistema de entregas por drones da Amazon e o Periscope, sistema para transmissão de vídeo do Twitter? São tecnologias que provavelmente irão influenciar os negócios e sobre os quais muitos executivos não têm conhecimento. O que evidencia um fato: as pessoas ficam tão afundadas no trabalho que não têm tempo para descobrir coisas novas.

De acordo com Bill Fischer, da escola de negócios suiça IMD, o profissional inovador tem três características: é sempre curioso, tem habilidade em trabalhar em equipe e não têm medo de testar e errar. O Google, por exemplo, valoriza a velocidade na qual um produto é publicado, testado e ajustado, quando os erros surgem.

O problema é que as pessoas têm medo fazer perguntas, por que a dinâmica de trabalho sufoca a curiosidade. Por muito tempo, considerava-se esperto aquele que tinha respostas pra tudo, mas o importante é, na verdade, saber onde procurar e aprender. E isso não é mérito dos grandes gênios, mas sim daqueles que têm capacidade de trabalhar com uma equipe e estar aberto para novas idéias e opiniões que surgirem do grupo. Então, grandes criadores como Steve Jobs, apenas conseguiram realizar o que realizaram por causa da equipe que os suportavam. Em outras palavras, é uma criação coletiva.

Como Começar o Processo de Inovação?

O modelo de mapas mentais permite a organização do pensamento de forma mais fácil. A forma gráfica, o desenho estimula o lado esquerdo do cérebro, responsável pela capacidade criativa do ser humano (leia: ““Quer que eu desenhe?” Por que desenhar facilita seu trabalho“)

Para que possamos acender a fagulha da inovação, devemos responder três questões básicas:

1. Por Quê? Responder esta pergunta ajuda a entender o problema. Por que isto incomoda? Por que as coisas são feitas desta maneira? Por que ninguém resolveu ainda? Neste ponto, entendemos o cenário, contextualizamos-nos e podemos começar a procurar soluções para estes entraves.

2. E Se? Esta pergunta hipotética estimula um pensamento diferente e idéias diferentes. Às vezes, as respostas podem parecer óbvias ou excêntricas, mas não se preocupe. O importante é ter o máximo de idéias possíveis.

3. Como? Aqui seleciona-se aquelas que são as soluções ideais e as coloca no plano da realidade. Como desenvolvemos isso? Como é possível? Como pagaremos e quanto vai custar? Como dar o primeiro passo amanhã, mesmo que seja um pequeno passo.

Podemos desenvolver as respostas, com um mapa mental, como abaixo, em um exemplo dentro da empresa.

Figura 1: Mapa mental para desenvolver novas idéias e inovações

Figura 1: Mapa mental para desenvolver novas idéias e inovações

5 Desculpas Que um Inovador Não Pode Dar

“Não sou criativo” – Todo mundo nasce criativo e interpreta diferentes papéis ao longo da vida.

“Não sou um gênio” – Ninguém precisa ser gênio para inovar. Na realidade, quem inova mais é quem tem capacidade para trabalhar de forma coletiva, capturar idéias e perspectivas diferentes e saber pedir ajuda e conselho quando necessário.

“Minha empresa não é inovadora” – A responsabilidade por fazer coisas novas é sua, e não da empresa. Persista na procura de novos caminhos, mesmo que encontre obstáculos para eles, e será reconhecido como profissional inovador e motivado.

“Inovar é caro” – Busque por oportunidades de inovação de baixo custo. Enquanto fabricantes de celulares estavam preocupadas com a qualidade das câmeras, alguém inventou o pau de selfie. Isso é um exemplo de inovação de baixo custo.

“Tenho medo de dar errado” – Aprender com os erros faz parte da inovação. Apesar do ser humano ter aversão ao risco, ninguém inova sem correr riscos.

Fonte: Você S/A, Maio de 2015; Valter Pieracciani, Bill Fischer e Warren Berger.

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