O Que é Empowerment? Como Contribui na Sua Carreira e na Sua Empresa?


“Empowerment” é traduzível do inglês para “Apoderar-se”. Ou seja, significa ganhar poder sobre algo ou dar poder para alguém sobre algo. Assim funciona nos processos de delegação de tarefas e responsabilidades: você dá poder aos seus funcionários para que executem atividades e/ou projetos e que respondam por eles.

Mas “dar poder” não significa apenas dizer o que tem de ser feito e esperar o melhor dos seus subordinados ou tutelados (apesar de isto ser natural). É necessário clarificar quais são os objetivos do projeto, do departamento e como isso se encaixa nos objetivos da empresa. Os gestores, também, devem se certificar de que as pessoas possuem as habilidades necessárias para exercer uma função de autonomia sobre tal projeto: Qual é a sua experiência? Ela se encaixa com a tarefa? Existem habilidades que precisam ser desenvolvidas e/ou treinadas?

O empowerment tende a descentralizar as decisões da empresa e a torna mais ágil, mais consistente. Líderes recém promovidos ou viciados por sua experiência anterior tendem a pensar que “se quer algo bem feito, faça você mesmo.” Mas isto é errado. É forçoso lembrar que uma das tarefas do líder de sucesso é a capacidade de formar profissionais, ensinar novas atividades, orientar sobre o futuro e oferecer desafios e responsabilidades que permitam que, algum dia, um de seus liderados ocupe sua cadeira para que ele possa ocupar outra. Não é raro percebermos profissionais centralizadores, que se debruçam o dia todo sobre atividades operacionais, executando, validando e revisando o trabalho dos outros, tentando evitar a ocorrência do erro, também evitam que as pessoas aprendam lições valiosas através dos seus próprios erros: ele não gerencia nem de um jeito, nem de outro.

Não basta falar

Você não poderá dar empowerment à sua equipe apenas verbalmente, delegando atividades e dizendo para que simplesmente façam isto ou aquilo. Comumente, o colaborador pode se deparar com uma tarefa que ele sequer sabe o porquê a está fazendo.

O compartilhamento de informações deve ser constante e transparente: Qual a situação da empresa? Quais objetivos temos como prioridade? Quais estratégias importantes estão sendo manejadas e executadas? Onde o nosso trabalho contribui para o sucesso da empresa? A informação deve ser transmitida em todos os canais de atividade, respeitando o sigilo de alguns detalhes mas compartilhando dados gerais com todos.

Ofereça real autonomia: Não existe empowerment verdadeiro se a chefia está sempre querendo validar os detalhes, acessa o circuito de comunicação sem acessar o responsável antes ou punindo os erros que podem surgir no caminho. A autonomia real vem com a liberdade de tomar decisões (na medida do possível), poder de argumentação e possibilidade ser ouvido e respeitado pela propriedade do projeto, além de ser motivado a aprender com seus erros e a corrigi-los.

Empowerment lhe Concederá uma Promoção

Cada colaborador não-gestor não precisa esperar o sinal verde de seu chefe para começar a tomar pequenas decisões, avaliar riscos e propor soluções. A pró atividade concede self empowerment (auto apoderamento) que pode te conceder uma promoção.

Com uma experiência suficiente em seu ramo de atividade, cada profissional tem a capacidade de desenvolver seu próprio empowerment, utilizá-lo a favor da empresa e a seu favor. Isso dá-se devido ao nível de motivação e entusiasmo que sentir-se responsável por uma parcela de sucesso da empresa injeta na carreira. É o sentimento de quando vemos um projeto pelo qual nos responsabilizamos ser bem sucedido e ganhar visibilidade na empresa.

Visibilidade é outro benefício que o empowerment traz às carreiras dos profissionais. Ao invés de montar o projeto inteiro para seu chefe apresentar, por que não apresentá-lo você mesmo? As pessoas na sala sentirão que você construiu algo de muito bom para a empresa e, mesmo que dê tudo errado, há tempo para corrigir os erros e demonstrar a maturidade profissional para lidar com eles.

É claro, no entanto, que atitude de liderança pode enfrentar bloqueios se os gestores não estiverem preparados e manterem uma postura de “proteção excessiva”. É recomendado respeitar as orientações do gestor, mas algumas pequenas decisões de baixo risco podem ser tomadas, soluções para problemas apresentadas, reuniões e alinhamentos realizados (com o convite para o chefe).

O Empowerment no Ritz-Carlton

“O Ritz-Carlton é uma companhia que me permite utilizar meu melhor julgamento para fazer os hóspedes felizes. Isso faz uma grande diferença em como os hóspedes aproveitam o dia e, honestamente, em como eu aproveito o meu.” diz Erika, funcionária da rede hoteleira.

No Ritz-Carlton, todos os funcionários trabalham com esmero e disciplina, sem necessidade de supervisão direta ao longo do trabalho. É uma companhia onde cada empregado tem o “direito” de estar envolvido no trabalho que os afeta, tal qual diz sua declaração de crenças que tem guiado a empresa ao longo dos anos, desde sua fundação: “To create pride and joy in the workplace, all employees have the right to be involved in the planning of work that affects them.” – “Para criar orgulho e prazer no local de trabalho, todos os empregados tem o direito de estar envolvidos no planejamento do trabalho que os afeta”.

E como eles fazem isso? Não há mágica, mas alguns passos:

1. A contratação, ou como o Ritz-Carlton chama, “Seleção.” O Ritz-Carlton nunca consideraria permitir uma funcionária acima da média como Erika exercer seu julgamento, se não tivesse sido contratada, em parte, por seu bom julgamento.

2. Reuniões diárias colocam todos na mesma página – literalmente, de fato: uma reunião diária focada em um dos princípios impressos na declaração de crenças da empresa com o qual cada empregado está comprometido na memória e o carrega consigo. Princípios como “servir até os desejos não expressados” dos hóspedes. Ou “serviço lateral”, (sair da sua função para ajudar seus colegas) é esperado. Ou “eu sou responsável e resolvo imediatamente os problemas dos hóspedes.”

3. Existe um reforço poderoso que é basicamente estar cercado de exemplos de como fazer as coisas corretamente. Não apenas aprendem com isso, mas evitam “derrapadas”.

Referências:

Is Self-Leadership The Best Leadership? Ritz-Carlton’s Employee Empowerment, Micah Solomon

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