Excel Intermediário: Função SE, E e OU


Além das funções matemáticas, formatação de texto, financeiras etc entre umas das utilidades que são bastante eficientes, comumente utilizadas pelos profissionais que criam e utilizam planilhas dinâmicas, estão as funções de lógica: a função SE, E e OU.

Estas funções permitem retornar valores de forma condicional e dinâmicos. Quando o Excel realiza um cálculo, os valores retornados podem ser um ou outro. Podemos utilizá-las para validação de dados, por exemplo: Se um valor de vendas for maior que ou igual a meta, então podemos trazer a palavra “Atingido” e, senão, “Não atingido”.

A função SE

A função SE destina-se exatamente à sua nomenclatura. É uma função condicional, de lógica, assim como as demais funções sobre as quais iremos falar neste artigo. Explicar a sintaxe da função já explica muito sobre a seu modelo de aplicação:

=SE(‘teste_logico’;'[valor_se_verdadeiro]’;'[valor_se_falso]’, onde:

  • ‘teste_logico’: É a hipótese que será testada para a função, como uma pergunta, por exemplo, 1+1 é igual a 2? Vamos representar isso como ‘1+1=2’ neste bloco da fórmula;
  • ‘[valor_se_verdadeiro]’: É o resultado que a fórmula deve trazer caso o ‘teste_logico’ seja verdadeiro. Neste caso, 1+1 é igual a 2 e é verdadeiro. Podemos querer dizer que se a hipótese for verdadeira, então vamos mostrar a palavra “Parabéns”. Note o sinal de colchetes que compreende a o componente (“[]”). No Excel, isso significa que este componente é opcional, ou seja, você pode determinar um valor de resultado ou não. Se você não especificar um valor de resultado para o componente, a fórmula automaticamente resultará “VERDADEIRO”, se o ‘teste_logico’ for verdadeiro.
  • ‘[valor_se_falso]’: É o resultado que a fórmula deve trazer caso o ‘teste_logico’ seja falso. Neste caso, vamos supor que o ‘teste_logico’ seja 1+1=3, que é falso. Podemos querer dizer que se a hipótese for falsa, então vamos mostrar a palavra “Mentira!”. Note o sinal de colchetes que compreende a o componente (“[]”). No Excel, isso significa que este componente é opcional, você pode determinar um valor de resultado ou não. Se você não especificar um valor de resultado para o componente, a fórmula automaticamente resultará “FALSO”, se o ‘teste_logico’ for falso.

Suponha uma base de dados (figura 1), onde temos os nomes informados em um cadastro de uma associação e que foram corrigidos depois pelos associados. Neste exemplo, o usuário quer confirmar quais nomes sofreram alteração ao longo deste processo.

Figura 1: Base de nomes de associados e correção posterior.

Figura 1: Base de nomes de associados e correção posterior.

Neste caso, vamos utilizar uma palavra para designar se o nome não se alterou, ou seja, nome anterior = nome corrigido,

Figura 2: Realizando a fórmula para criar uma validação.

Figura 2: Realizando a fórmula para criar uma validação.

então vamos retornar a palavra “OK”. Caso contrário, ou seja, se o nome anterior for diferente do nome corrigido, então retornaremos a palavra “Corrigido”.Desta forma, vamos inserir a fórmula =SE(A2=B2;”OK”;”Corrigido”) e arrastar para todas as linhas da base de dados. Podemos ver a utilização da fórmula na figura 2, onde temos três associados que corrigiram seus nomes posteriormente e dois que não realizaram alterações.

Funções E e OU

As funções E e OU são semelhantes quanto à sua sintaxe. Ambas não retornarão resultados definidos pelo usuário, elas informarão apenas se o o teste de hipótese é VERDADEIRO ou FALSO. Diferentemente da função SE, elas não poderão retornar valores customizados para o resultado do teste lógico, mas poderão ser utilizadas de forma combinada com a função SE, como demonstraremos em seguida.

A sintaxe para as funções E e OU são idênticas, e funcionam como segue:

=E(‘lógico1’;[‘lógico2’];…) / =OU(‘lógico1’;[‘lógico2’];…), onde:

  • ‘lógico1’: Representa o primeiro teste lógico ou de hipótese. Por exemplo, 1+1=2.
  • [‘lógico2’]: Representa o segundo teste lógico ou de hipótese. Por exemplo, 1+2=3.
  • [‘lógicoN’…]
Figura 3: Analisando dados com a função OU.

Figura 3: Analisando dados com a função OU.

 Na figura 3, demonstramos o formato de utilização da fórmula OU em uma base de dados de vendas de frutas. A fórmula =OU(A2=”Maçã”;B2=”Melancia”;A2=”Pêra”) testa a hipótese de que se a célula A2 for igual a “Maçã” ou “Pêra” ou se a célula B2 for igual a “Melancia”, então o resultado é VERDADEIRO.

Neste exemplo, somente a linha 3 é FALSA uma vez que não registra nem maçã, nem pêra na coluna A, nem melancia na coluna B.

Figura 4: Utilizando a função E na base de dados de compra.

Figura 4: Utilizando a função E na base de dados de compra.

Um exemplo da utilização da função E é demonstrado na figura 4. Neste caso, testamos as linhas que devem ser verdadeiras caso o produto 1 seja maçã e o vendedor é José.

Somente a primeira linha cumpre as condições da fórmula e, portanto, retorna o valor VERDADEIRO.

Combinando as funções SE, E e OU

Todas as funções mencionadas acima podem ser combinadas dentro da mesma instrução. No caso das fórmulas E e OU retornamos apenas um resultado padrão: VERDADEIRO ou FALSO. Mas e se desejarmos retornar um valor customizado?

Figura 5: Combinando as funções SE, OU e E.

Figura 5: Combinando as funções SE, OU e E.

 Na figura 5, temos uma base de dados semelhante, em que precisamos validar as vendas realizadas. Vendas válidas são somente aquelas realizadas por José ou por Katia (que são vendedores de frutas) e as que contém maçã ou abacaxi como primeiro produto vendido.

Utilizamos a fórmula =SE(E(OU(C2=”José”;C2=”Katia”);OU(A2=”Maçã”;A2=”Abacaxi”));”Venda Válida”;”Verificar”) que pode assustar um pouco. Analisando em partes, no entanto, veja que podemos fazer a leitura de forma lógica: SE a coluna C for Katia OU José, E a coluna A for maçã ou abacaxi ENTÃO a venda é válida, caso contrário deve ser verificada.

Desta forma poderá dinamizar bastante as planilhas de validação, análise de dados, relatórios e dashboards dinâmicos etc.

Aninhar função SE

A função SE segue a lógica: SE isso ENTÃO aquilo CASO CONTRÁRIO isso. Podemos no entanto criar mais de duas alternativas para cada resultado, podemos aninhar função SE dentro de função SE para criar testes mais elaborados (até 64 aninhamentos no Excel 2010 em diante).

Figura 6: Utilizando funções SE aninhadas.

Figura 6: Utilizando funções SE aninhadas.

 Vamos considerar a base sobre a qual queremos extrair o produto foco de cada vendedor (o produto principal).

Na função inserida vamos condicionar o produto foco de acordo com o vendedor. Se o vendedor for o José, o produto principal será o da coluna A, se o vendedor for a Katia, o principal produto será o da coluna B, caso seja o Juan é inválido (o Juan não é vendedor de frutas).

Para realizar testes de hipótese que excedam o limite de aninhamentos, considere utilizar as funções PROCV, PROCH ou ESCOLHER.

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