“Quer que eu desenhe?” Por que desenhar facilita seu trabalho


Há alguns anos atrás tive a oportunidade de trabalhar sob a gestão de um grande líder, humano e com fortes valores através do qual pude acelerar minha capacidade de aprendizado com seu coaching e orientação excelentes. Estava no início da carreira dentro desta área de inteligência de negócios e tive a possibilidade de não apenas me familiarizar com diversas ferramentas, como o Excel e Access, mas também com as formas diferenciadas de se enxergar os processos, os fluxos de trabalho, os problemas e as soluções.

Costumeiramente em nossas reuniões para análises de situações, desenvolvimento de projetos e alinhamentos gerais de nossas atividades utilizávamos, não raramente, uma lousa de vidro e canetas piloto e desenhávamos.

Sim, isso mesmo, desenhávamos caixas, círculos, setas e escrevíamos para mapear um processo, um aplicativo, relatório, fluxo, enfim, qualquer que fosse a pauta no momento.

A frase “Quer que eu desenhe?”, que poderia ser interpretada como uma forma pejorativa para transmitir uma informação era, na realidade, uma excelente ferramenta para ensinar seus interlocutores.

Isso por que aprendemos melhor quando temos estímulos visuais e auditivos, do que quando apenas ouvimos ou apenas lemos. É também por este motivo que as apresentações, palestras e aulas mais eficazes são aquelas que trazem figuras, quadros, menos texto simples e a maior parte do conteúdo é transmitido no speech (fala) do professor ou palestrante.

Pode ser que onde você trabalhe haja um quadro para esquematizar suas idéias mas, quando não, recomendo fortemente que o instale ou utilize mais folhas de papel para dar forma lúdica ao seu raciocínio.

O lado direito do cérebro

A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir baseado no hemisfério esquerdo do cérebro, focadas no raciocínio lógico, linear, sequencial, não utilizando suas emoções, a intuição, a criatividade e a capacidade de ousar soluções diferentes, pensando “fora da caixa”

Através de técnicas variadas poderemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades.

“Uma dessas técnicas consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, de modo que o hemisfério esquerdo ache a tarefa enfadonha e desista de exercer o controle total, entregando o cargo ao hemisfério direito, que se delicia com o exercício.”

Desta forma, quando utilizamos nossas capacidades criativas, controlados pelo lado esquerdo do cérebro, passamos a ver o assunto de forma totalmente diferente do que antes. Como dizia Albert Einstein, não podemos fazer as mesmas coisas, do mesmo jeito, esperando resultados diferentes. É preciso inovar, primeiramente, na forma de pensar.

 Mapas Mentais

Mapa mental é uma técnica que consiste em organizar o pensamento de forma exatamente fora do convencional, ou seja, ao invés de tópicos, bullets ou textos, desenhamos as idéias e o detalhamento do raciocínio através de ramificações relacionadas, categorizadas e derivadas de uma ideia central.

Em resumo, ao invés de construir a organização de um projeto como “Comprar um imóvel” desta forma:

  • Buscar na internet;
  • Buscar no jornal;
  • Contato com corretor;
  • Avaliar imóvel e preço;
  • OU cotar terreno e construção;
  • Possibilidade de financiamento.

 Através da metodologia de mapas mentais, podemos organizar como a figura abaixo:

desen1

Existem alguns softwares para criação dos mapas mentais (desktop, tablet ou smartphone) como o XMind MindJet, mas é interessante desenhar as suas “árvores” e ramificações manualmente para exercitar seu lado esquerdo e criativo do cérebro.

Bibliografia: http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/criatividade2.html, Acessado em 02/12/2014

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