Um BI Engessado? Prefiro Minha Planilha: Cuidados ao Implementar um BI


O século XIX foi marcado pela transição da visão de valor atribuído aos bens empresariais, dos lucros, dos produtos e serviços oferecidos. De fato, passamos para a era da informação, onde as organizações com mais informações detém maior habilidade estratégica e agregam mais valor à proposta que oferecem aos seus clientes.

Desta forma, a quantidade de informação cresceu absurdamente, temos bases de dados imensas populadas pelas mais diversas origens.

Milhões de registros provém de auditorias de mercado, pesquisas, registros de atendimento, redes sociais, dados de processos industriais, bases demográficas entre tantas outras fontes que vêm alimentar e agregar uma tomada de decisão muito menos intuitiva – baseada no feeling – e mais real – baseada em fatos.

Acompanhando esta transformação, notamos o surgimento de ferramentas de inteligência de informação, os “BIs” (business intelligences), sistemas excelentes que têm a capacidade de comportar tamanha quantidade de dados e rapidamente processar e gerar informações e análises importantes para a tomada de decisão dos gestores e especialistas.

Existem várias empresas que prestam este tipo de serviço, com uma consultoria agregada e desenvolvedores capacitados para entender a organização e gerar inteligência consistente.

No entanto, há de se frisar que muitas vezes a complexidade que envolve os processos das empresas, talvez, somente serão conhecidos, em sua plenitude, por aqueles que dela participam por anos. E a única certeza que temos é a de que as coisas vão mudar e uma regra nunca será a mesma para toda a existência das corporações. Podemos implementar um BI excelente que atenda todas demandas de informação de hoje, mas é mandatório que preveja-se o futuro – ao menos a maioria das transações que podem ocorrer – para que os departamentos de inteligência não fiquem na mão, dependentes de um modelo engessado ou moroso demais para atender às solicitações de mudanças.

Ao implementar um projeto de BI na organização, é importante estabelecer prioridades na avaliação e escolha do fornecedor. O desenvolvimento de relatórios e análises é mais insource ou mais outsource? Fornece treinamento interno para desenvolver pessoas capazes de realizar manutenção e alterações no sistema?

É importante que as ferramentas de relatórios sejam tão ágeis e eficientes que os analistas, seus bancos de dados e as planilhas de Excel. E também que possam abrir tantas possibilidades e dimensões quanto é possível providenciar nos costumeiros reports. Eu arriscaria dizer que um BI é excelente para prover informações instantâneas aos clientes internos da empresa, mas ele não eliminará as atividades de inteligência de um analista, tampouco a necessidade de utilizar ferramentas como o Access, Excel e SQL. Os insights do cérebro humano são etapas que nenhuma máquina conseguiu reproduzir (se alguém conseguir fazê-lo ganhará muito dinheiro), e estaremos sempre inventando algo novo, que muitas vezes pode fugir da lógica, entrando no campo da criatividade.

Então, sim! Haverá muita resistência se a proposta for eliminar o que já existe e implementar um sistema inflexível. Não troque, agregue. Escolha o software que seja o mais flexível possível, permitindo a criatividade presente na inteligência aproveitar a ferramenta, não como fim, mas como meio.

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