Uma Estratégia de Comunicação “Camuflada”


Eu vou lhe contar um segredo, e se não o for pra você, comente suas experiências.

Eu acabei por chamá-lo de “comunicação camuflada” pois é uma ferramenta de propaganda, mas que nem parece com publicidade (ao menos, explicitamente). Ouvi ao acaso, na mesa de um restaurante, pensei algumas horas até a noite, quando vislumbrei esta estratégia de comunicação ímpar e inusitada, devo admitir.

As pessoas vêem aquilo que querem ver, e muitas vezes não queremos ver propagandas. Elas nos incomodam em alguns momentos, mesmo que em outros elas realmente nos levem a encontrar algo que estávamos querendo encontrar.

Os modelos convencionais se tornaram repetitivos, cansativos e tão previsíveis que olhamos a atriz da novela pegar um amaciante da marca ‘XYZ’ e debochamos: “Olha lá o ‘merchandising’!” É claro que a abrangência da comunicação televisiva é tão grande que trará retorno, sem sombra de dúvidas. Mas com o investimento e as vendas que ele gera, no final do dia, qual o ROI (retorno) da campanha? Não existiriam maneiras mais baratas e locais de se realizar uma publicidade do seu negócio, fugindo do modelo convencional de advertisement?

Um popular bar-restaurante da cidade, concede, à alguns frequentadores selecionados, R$ 500,00 mensais para consumo no estabelecimento – e não é uma garota propaganda -, desde que tirem fotos do seus pratos, bebidas, postem-nas no Facebook, Twitter, Instagram etc, com as devidas legendas da experiência positiva que estão tendo.

Mais do que inveja, causa desejo! E o impacto é tão mais profundo quanto for a amizade das pessoas. Na realidade, não há conotação de propaganda – que poderia ser enviesada pelos objetivos, nem sempre verdadeiros da empresa-, mas sim de uma experiência genuína de um amigo ou conhecido na sua rede social. Então, prestamos mais atenção, curtimos e comentamos. Lembre que cada curtida ou comentário gera uma nova publicação no feed dos amigos dos amigos. E aí, expande-se a abrangência!

Isso é muito mais efetivo que pagar alguém pra sair falando bem da sua empresa. É criar um consumidor “in house“, dedicado, com um relativo número de followers que justifiquem o valor do investimento e cria uma considerável gama de potenciais clientes, interessados em experimentar seu produto.

De acordo com o Netview, do IBOPE Media, em 2013, 46 milhões de brasileiros utilizavam alguma rede social, incluindo blogs, microblogs e fóruns. É um grande montante de dinheiro que pode ser economizado de mídias nas revistas, jornais, televisão e outdoors, por exemplo, e aplicado de forma “sutil” no envolvimento constante das pessoas com as publicações dos seus contatos sociais neste universo em constante expansão.

Acredito que seja o momento de sermos mais criativos, não só nos materiais ou peças publicitárias, mas também nos canais e veículos que utilizamos para comunicar com e atrair os clientes para a empresa!

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